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Bate Papo com o JL

O meu "Bate Papo Com" deste fim de Semana é com o super Dado Villa-Lobos da Legião Urbana, curtam, comentem e compartilhem!

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Foto: Divulgação

 

Amanhã, 23/04, na Fundição Progresso (Lapa, RJ), Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá voltam aos palcos para o show comemorativo dos 30 anos do lançamento do álbum de 1985 da Legião Urbana.
O espetáculo será dividido em duas partes. Na primeira, a banda toca na íntegra e na ordem original, as músicas de “Legião Urbana”, álbum lançado em 1985 e que trazia sucessos como “Geração Coca-Cola”, “Será”, “Soldados” e “Por Enquanto”.
Após o intervalo, o grupo apresenta sucessos dos outros discos da carreira, como “Pais e filhos”, “Índios”, “Há tempos”, “Tempo perdido”, “Eu sei”, “Meninos e meninas”, “Angra dos Reis”, “Quase sem querer”, “Faroeste caboclo”, “Perfeição” e “Que país é este”.
Conversei com  o Dado Villa-Lobos pra termos mais informação sobre o show.
Vamos conhecê-lo um pouco mais?

dadovillalobosFoto: DivulgaçãoJoão Luiz Azevendo: Este show é a volta do Legião Urbana?
Dado Villa-Lobos: Não e nunca será. Estas apresentações são comemorativas e não é o retorno da Legião Urbana, já que Renato Russo é insubstituível. Este show é uma grande festa que cumpre o intuito de saciar a demanda do público e tocar ao lado de amigos e grandes parceiros, celebrando quem eles foram, são e serão daqui a alguns anos. O objetivo é festivo, de celebração ao rock nacional, com um conteúdo que transmita conceitos fortes para os jovens brasileiros. Só isto. A banda atual traz amigos parceiros de muito tempo: no vocal tem o André Frateschi, que acompanhou os primeiros shows da banda, ainda criança, na segunda guitarra tem o Lucas Vasconcellos, no baixo, Mauro Berman, e nos teclados, Roberto Pollo. Todos grandes parceiros e amigos de uma vida.

JLA: Qual é a emoção de voltarem aos palcos juntos e cantando os mesmos sucessos de 30 anos atrás? O público canta do início ao fim do show. É uma catarse generalizada.
DVL: Durante todo esse período sem tocar as músicas da Legião, nós não tínhamos ideia do que poderia acontecer quando voltássemos a cantar o nosso repertorio. Foi lindo e emocionante. Cada show, uma experiência diferente. Vocês percebem que o público aumentou e rejuvenesceu? Como diz a música, agora o público da LEGIÂO é de Pais e Filhos. Sim, a nossa expectativa é reunir fãs de todas as idades, pois esTa é característica de destaque de todo show da Legião Urbana. É incrível! Já vimos uma criança de quatro anos na plateia. A música transcendeu nossas expectativas, é a realização de um sonho de garotos de 18 anos que acreditam em transformar o mundo. Isto tem um valor inestimável. O país precisa de ideias novas, pessoas e atitudes. Nós temos compromisso com nós mesmos de produzir algo legal e bacana pro público.

JLA: Seus filhos – o seu e do Bonfá - participarão do show?
DVL: Realmente, agora você está me lembrando isto, vou convidá-los novamente pra estarem conosco nesta noite na Fundição Progresso. O João Pedro, filho do Bonfá, é musico profissional, já o meu filho, Nicolau, toca guitarra, mas tem outros planos pra carreira dele. Na época que lançamos esta música “Pais e Filhos”, eles eram recém nascidos e o título da música era o nome de uma revista dedicada aos pais dos bebês. 27 anos depois, olha eles aí engrossando a Legião.

JLA: Qual a música que mais toca (ou incomoda) ao cantarem novamente?
DVL: Muitas, mas em especial “Soldados”. O refrão “... a gente não queria lutar” continua forte e atualíssima.

JLA: Aliás, a música de vocês continua atualíssima? Vocês quando compuseram não tinham a ideia que isTo aconteceria...
DVL: Não tínhamos ideia disto, mas o Renato (Russo) sempre quis fazer discos de catalógo. Ele tinha certeza que isto aconteceria. Nossas músicas trazem magia, rebeldia e melancolia. Temas universais e eternos.

JLA: Que música mais faz lembrar o Renato Russo?
DVL: Todas elas, ele é e sempre será onipresente nas nossas vidas. Mas “Angra dos Reis” é emblemática. Nesta canção, propositalmente, eu só entro no final dela.

JLA: Descreva a importância do Renato Russo para a carreira do Legião e de uma legião de fãs?
DVL: Total. Sem ele não haveria Legião. Como não haverá mais a Legião.

JLA: Por que o André Frateschi foi o escolhido para estes shows? Ele substitui o Renato Russo?
DVL: Não, ele não substitui o Renato. Ninguém substituirá. Tempos atrás, quando fomos convidados para um festival em homenagem aos Beatles no Vivo Rio, reencontramos vários colegas e entre eles o André Frateschi. Conversando, descobrimos que ele, quando criança, ficava pelas coxias de nossos shows quando nos apresentávamos com o pessoal do espetáculo do Marcelo Rubem Paiva, Feliz Ano Velho, que sua mãe, a atriz Denise Del Vecchio, protagonizava.  

 

dadovillalobos2Foto: Divulgação


JLA: Qual a sua opinião sobre as bandas covers do Legião?
DVL: Acho ótimo, eles suprem as necessidades do nosso público. Eles divulgam nosso repertório de forma verdadeira. Chegam onde não conseguimos chegar.

JLA: Como fica a carreira solo de vocês, Bonfá e Dado?
DVL: Continuamos gravando e compondo para novos projetos, tanto eu como o Bonfá lançaremos em breve novos trabalhos solos. Isto é muito importante pra nós.

JLA: Quando vocês começaram a pensar em voltar a cantar os sucessos do Legião tinham certeza do sucesso? A música de vocês tornou-se um hino na boca dos fãs.  
DVL: A música da Legião é atemporal por causa das melodias que são lindas, as letras, a vibração da música. Buscávamos fazer aquilo que primeiro nos fizesse vibrar muito. É a magia da música. Isto é incrível, ver adolescentes hoje cantando. É a realização do nosso sonho de adolescentes: nós vamos mudar o mundo com a música.

JLA: Você, nesses últimos 20 anos, conheceu alguém que não gostasse do som da LEGIÃO?
DVL: Sim, muitos. Tem gente que não se identifica, acha brega. Como dizia Nelson Rodrigues: "toda unanimidade é burra". Não estamos acima do bem e do mal.

JLA: Vocês pretendem apresentar este show em Brasília, onde aconteceu o incidente no Estádio Mané Garrincha em 1988?
DVL: Sim, levaremos este show para Brasília e será ótimo. Temos certeza disto.

JLA: Finalmente, vocês – você e Bonfá - agora podem usar o nome Legião Urbana em seus shows e carreira. Como ficou isto resolvido com a família do Renato Russo?
DVL: Isto é impressionante. Como alguém pode cogitar de não podermos usar o nome da banda que formamos juntos, eu, Bonfá e Renato? Os deuses confabularam e pudemos usar o nome do grupo. A justiça tarda, mas não falha. Ao final desta turnê, voltaremos para nossa carreira solo. Quando gravamos o 5º LP e Renato estava doente, combinamos que, se alguém saísse, não haveria mais Legião. E assim será.

Será?

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