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Nancy Cobo

Delasnieve Daspet bate um papo enriquecedor com Nancy Cobo.

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Divulgação

 

Quanto mais políticas publicas forem criadas e mais pessoas tiverem acesso à arte, a toda manifestação artística, maior e melhor será o resultado dessas ações.Delasnieve Daspet

 

O que Falar desta Grande mulher, mãe, advogada, escritora, poeta, Embaixadora da Paz, Ativista cultural e muito mais? Delasnieve é uma grande amiga de um coração imenso. Intensa quando escreve, declama e, no lado Social, se desdobra em muitas para realizar tudo que se propõe a fazer para o próximo.
Me sinto honrada e com muito orgulho de ter tido a oportunidade de realizar esta entrevista com a Delasnieve Daspet - uma pequena Mulher no tamanho, mas Imensa em bondade, honestidade e lealdade.

 

Nancy Cobo: Fale um pouco sobre a sua formação profissional, faça a sua apresentação.
Delasnieve Daspet: Mulher, em primeiro lugar, esposa, mãe e avó, e, advogada de formação acadêmica ativista. De resto, posso afirmar que sou Lawyer, Poet, Writer, Speaker, Ambassador of Peace, Peacemaker, Activist Peace and Culture of Peace, Human Rights, Environment, Social, Global Citizen - ID number 078 - (Brazil ), - Presidente e fundadora da Associação Internacional de Poetas, http://associacaointernacionaldepoetas.blogspot.com.br/; - GHA Vice President and Ambassador of Peace and Disarmament from Harmony in Latin America- Russia - http://peacefromharmony.org/?cat=en_c&key=664; - Ambassadeurs de la Paix and representative in Brazil of the Cercle des Ambassadeurs Universel de la Paix - France/Suisse - http://cercleuniverselambassadeurspaix-dd.blogspot.com.br/; Ambassadeur de la Paix and Director in Brazil IFLAC - The International Forum for the Literature and Culture of Peace, Israel - https://iflac.wordpress.com/board-of-directors/; -  World Philosophical Forum - Earth Citizen - XXI Century n78 http://glob-use.org/id.htm - UNESCO - Athens / Greece;  - Ambassaderus de la Paix in Universel Peace Federations - Seoul / Korea – UN; - Representative in Brazil of the International Intellectual Peace Academy - Bareilly / India - ; Representative   in Campo Grande - MS - 100 Thousand Poets for Change – USA; - Member WCP / WAAC and Poets - World Academy Arts and Culture E.P Justice - Seoul / USA – UNESCO; -   WWPO Ambassador Of Peace in Brazil - WorldWide Peace Organization; - Consultant Member of the Human Rights Commission of the Federal Council of OAB, e, inúmeras outras participações nacionais e internacionais.

NC: Qual é a origem do seu nome?
DD: Meu nome é espanhol. Quando criança eu achava ele meio esquisito. Complicado. Ensejava gozações que me amofinavam e deixavam “chateada”. Era o bulling. Há 50 anos, a gente nem imaginava o que era isso. O sobrenome, também, não ajudou muito. Além do que eu vivia no mundo da lua, sempre com o pensamento em algum livro que me ajudasse a sair do encontro com os colegas. Em resumo, eu era e sou tímida. Não, não ria! É uma agressão diária me expor. Mas eu sou uma dicotomia. Adoro me expor. Ser e fazer acontecer. Ir e vir. Falar e calar. Sorrir e chorar. Pronta e incompleta. Só e solidária. Ocre e suave. Guerra e Paz. Nunca ando só, em minhas andanças, sempre carrego comigo os que gostam de sonhar. Lá pelos vinte e poucos anos me encontrei com meu nome e o adotei para escrever. Para que eu precisaria de um pseudônimo? Meu nome era o próprio. Quando cheguei a esse momento, eu já era completamente delasnieve. Fiz vários poemas para meu nome. Este é um, escrito em 2010:

“Delasnieve...

Nem sempre gostei do meu nome...
Quando era pequena achava-o tão difícil,
Um estigma carregá-lo,
Tão grande, tão diferente, tão estranho...

Continuo pequena,
Mas assimilei o nome.
Eu sou Delasnieve. Não poderia ser outra.

Um nome que define quem sou,
Que elaborou minha personalidade, minha vida.

Expressão de minhas obras, de fatos,
De criações e de meus sentimentos,
Com ele eu projetei e faço a minha história”. (trecho)

 

ijulianan2Divulgação

 

NC: Como a poesia entrou na sua vida?
DD: Eu sempre li muito. Muito. Desde muito pequena, na fazenda, meu pai se encarregou de fazer com que eu aprendesse, cultivasse, gostasse de ler. Ele era um homem culto, embora vivesse da lavoura. Me ensinou a ler com a poesia hebraica. Os salmos do Antigo Testamento. Os Salmos são formas de poesias baseados em pensamentos equilibrados e paralelos. Tem sonoridade, musicalidade, imagem, sentimento, verdade. Ai, ele me dava de tarefa um Salmo, para depois eu explicar o que eu tinha entendido e escrever sobre isso. Aprendi a gostar de escrever, de ler e de falar poesias. Até hoje  leio e explico para mim o que li através de um texto.

NC: Por que ela (a poesia) permaneceu?
DD: Olha, gosto muito de poesia. Muito. Pela poesia eu consigo me expressar em todos os momentos e situações. É a forma concisa de dizer algo que eu queira. De ser – até agressiva, e a interpretação vai de quem lê. Acho que  isso é o que mais encanta. Cada pessoa que lê o poema – ele fala a ela sobre algo que somente ela – a pessoa – sabe. Recebo emails que me dizem isso... “Poxa! O teu poema foi direto para mim”...  tem coisa que gratifique mais? Tem dia acordo com o poema pronto. Levanto e anoto. Como minha letra é incompreensível – na hora de copiar para o computador, acabo escrevendo outra a partir do rascunho. Agora, estou gravando as idéias que surgem. A mim, a poesia abriu as portas do mundo. Estou, sem modéstia, em todos os lugares, tempo e espaço. Onde chego, aqui no Brasil e em  inúmeros países, sempre existe alguém esperando para um bom papo, um bom momento, bons saraus, boas camaradagens, um café, um chocolate, um livro. A poesia nos permite conhecer o âmago. O poeta se abre e se entrega à mutação da palavra e a sua voz-poesia ecoa e se perpetua na multiplicidade da vida. Por isso sou e serei, sempre - poesia. Mas escrevo também pequenos contos, cartas, ficções, crônicas e discursos...

NC: O que significa escrever para você?
DD: “Eu me comunico com meu leitor através da poesia que, sem dúvida, é o meio mais antigo de forma literária. Organizo meu pensar em versos, harmônicos e semânticos, levando a todos meus sonhos, criticas e valores. É um falar mais íntimo com quem nos lê. Cumpro, assim, o meu papel que é o de escrever. Não vim para libertar ninguém, nem redimir quem quer que seja. Não solucionarei nenhum tipo de problema político ou social. Não sou uma missionária, sou uma poeta. Uma poeta que coloca em versos a indignação, o silêncio, o grito, a opressão, as bandalheiras, o medo, a covardia, as desigualdades, a ignorância, a falta de cultura, de educação, de saúde, de segurança, a busca pela paz, pela solidariedade, do amor, do respeito e da fraternidade. De manhã, com o raiar do dia, vivo a vida como tem de ser... Mas, na negritude da noite, me entrego a dor de parir e construir cada poesia que sirvo em bandeja ao leitor, que a consumirá ou não. Sou uma escritora, sou uma poeta e me entrego a esse mister com dedicação e disiplina. Sou habitada por personagens, imagens, fantasias, aventuras, sonhos e por palavras já ditas e as que estão para serem escritas. Na verdade, sou artesã, uma escultora de palavras, reproduzo o irreproduzível. A vida, pois, é poesia. Escrever é viver!” (trecho da crônica ).

NC: Qual a dificuldade que existe para se fazer um livro?
DD: Todas. É difícil a quem se inicia no mister e a quem já está no caminho. Um livro não é barato. A editora dificilmente cuida da distribuição. Querem apenas o deles, depositado antecipadamente... o escritor  que se lasque se quiser que seu trabalho atravesse o seu quadrado. Agora, se consegues chegar no Olimpo... aí todos correrão atrás de ti... para usufruir do teu momento e de teus louros. É uma máfia.

NC: E esta questão de luta pela paz, é uma constante na sua vida, né, DD? Desde quando? O que é ser um Embaixador da Paz? O que é trabalhar pela Paz? Deixe uma mensagem sobre o que podemos juntos fazer pela Paz.
DD: Sempre atuei nas questões ligadas aos menos favorecidos. Um dia, em junho de 2006, fui, assim sem quê, nem porquê, indicada por um poeta franco-peruano, que eu recebera aqui em nosso estado, o título de Embaixadora da Paz. Fiquei chocada. Questionei-me o que eu tinha feito para receber essa honraria? Pior – o que eu deveria fazer para mantê-la? Procurei saber quem e quais eram os outros embaixadores. E o por quê de serem chamados. Descobri que todos somos embaixadores da paz - os ativistas da paz, líderes de organizações internacionais, defensores humanitários, ativistas do meio ambiente, cientistas preocupados com os perigos nucleares a favor do desarmamento, dos que atuam pela não violência, militantes dos direitos humanos. Pessoas, homens ou mulheres, que galgaram o respeito dos seus semelhantes – pelo seu projeto de vida. E, embora a paz seja encarada como uma utopia, é necessário que se frise sempre que o nosso trabalho se desenvolve na promoção da paz e da cultura da paz disseminando-os entre todos os povos. Percebi que seria um trabalho duro. Mas eu gosto de desafios. Fui nomeada...  Então resolvi que seria o melhor possível. Eu trabalho a paz na verdade do ser humano. Um ideal desprovido de ideologias políticas. Trabalhamos o racional, o moral. O respeito pelos direitos humanos de agredido e agressor. O respeito aos direitos fundamentais através da educação, da saúde, da segurança, do crescimento econômico e social. No combate a violência e a delinqüência que geram a insegurança. Promover o respeito a diversidade, sejam quais forem. Primar pela aplicação da justiça. Discutir a dramática situação da humanidade frente aos problemas climáticos, crise alimentar, superpopulação, inclusão dos vulneráveis e o problema atual, que não é tão atual, a dos diásporas. No caso da nossa latino-america – combater o tráfico de drogas,de armas, o terrorismo, seqüestros, crimes cibernéticos, a corrupção, a perpetuação no poder. A corrupção é, de longe, o pior dos crimes que devemos combater, pois, através dela, se tolhe a vida do povo e a riqueza de um país. Pela corrupção seguem pelo ralo as liberdades fundamentais e a dignidade da pessoa humana. Eu aprendi a PAZEAR e tenho ensinado esse verbo por onde ando ou passo. Procuro me harmonizar com as pessoas, com o ambiente, com o espaço, com as situações com as quais vivo.

 

ijulianan3Divulgação

 

NC: Me fala um pouco da importância dos projetos de leitura que você desenvolve nas escolas.
DD: Vou me usar como exemplo... eu, uma guria do mato, do pantanal, sem eira nem beira, sem tradição, sem nome pomposo, sem conta bancária, sem lustre... veja onde cheguei! E, como? Pela família, formação, educação e pela cultura. O exercício da cidadania só será possível pela conjunção destes fatores. E é através da leitura, da literatura, da poesia, da música e da dança que levamos isso às crianças. Lemos um poema e discutimos com eles o que o poeta quis dizer e qual o alcance de sua mensagem. O que o estudante entendeu do lido e discutido. Quais os pontos que lhe são pertinentes. Enfim, contextualizamos, revelamos as circunstâncias, a situação e a conjuntura do problema enfocado. Trazemos o problema dentro das perspectivas de cada um e buscamos as soluções possíveis ou passíveis. Deixamos que eles nos levem às conclusões. Tentamos ensinar a pensar, a decidir, a buscar soluções. Veja, dia 14 próximo, faremos um sarau com os alunos da 5ª a 8ª série de uma escola da capital. Setenta crianças participaram sob orientação da escola. O tema foi A PAZ – e, aproveitando o dia internacional da paz, dia 21 de setembro passado, fomos comemorar juntos lendo AS POESIAS QUE ELES ESCREVERAM – todas elas. Vamos ouvir o que elas tem a dizer. E a entidade que eu represento vai editar um e-book com as poesias dessas crianças, vamos homenageá-las com um diploma, valorizá-las. Vou criar uma pagina com as poesias, divulgá-las. E elas saberão que o discurso delas estarão dentro de um tema maior, interagindo com esses temas, tirarão dúvidas, aprenderão, gostarão de ler, de interpretar, de entender, de realizar. Essas crianças, quando chegado o momento, saberão escolher e dirigir suas vidas.

NC: Ser sul-mato-grossense ou morar em MS interferiu de alguma forma em sua obra? Essa proximidade com a natureza, com os indígenas, por exemplo.
DD: Eu pertenço ao Mundo. Sou do Mundo. Nasci e cresci em fazenda. Sou pantaneira. De Porto Murtinho. Cresci em meio à exuberância de matas, cerrados, animais, aves, plantas. Morei perto de aldeias indígenas. Tenho um convívio excelente com eles. Entendo perfeitamente e falo um pouco de guarani. Colhi frutos no pé. Ajudei a plantar roças. Recolhia bezerros no final da tarde. Banhava os cavalos depois da lida. Quando papai carneava eu ficava encarregada de limpar as tripas para fazermos lingüiças. Sei fazer morcilia. Aprendi a cozinhar. Brinquei. Corri. Falo de tudo isso em minhas poesias. Mas não sou uma poeta regionalista. Minha poesia é universal. Ela cabe num ambiente daqui ou da China, ou da França ou em Viena. Mas onde vou, duas coisas em não abro mão de dizer – que sou pantaneira de Mato Grosso do Sul e Advogada. Tenho orgulho disso. Só tenho um livro que fala apenas de meu estado – o Pã, Che Tetã. Condensei num livro vinte anos de poesia para minha terra e onde ousei misturar as lendas guaranis com as lendas gregas. Esse livro foi lançado, em 2014, em Nova Iorque, no BEA – Brazilian Endowment For The Arts, em noite muito concorrida e tive um poema meu lido na ONU – em inglês, pelo sobrinho do Mauricio de Souza, Pedro Silva, neto da minha amiga Yara Maura da Silva, Vice-Presidente Internacional da Mauricio de Souza INC. Foi o Pedro quem traduziu o meu poema MINHA TERRA NATAL (de março de 2009).

Minha terra natal...

Há um recanto
Onde respiro ar puro...
Nas planícies verdejantes
Serpenteado por lindos rios
Onde me perco em deslumbrada saudades...

A sombra que tudo escurece
Nada pode tirar de minhas lembranças
O meu torrão natal, para onde retorno,
Meu doce pantanal. (trecho)

Quanto aos índios, tenho orgulho de dizer que um poema meu, poema que escrevi em homenagem ao Cacique Nízio Gomes, assassinado em 2011,  aqui - em nosso estado, foi um dos poemas escolhidos e traduzidos para o alemão. O livro (bilíngüe) está pronto, editado pela Editora Löcker (Löcker Verlag) em Viena. É um livro que pretende ajudar na luta em favor dos direitos dos povos indígenas e da proteção da floresta tropical. O livro se chama Im “Flug der Harpyie - Indigene Poesie und Prosa aus dem brasilianischen RegenwaldMit einem”  ou  “No Vôo da Harpia - Poesia e Prosa Indígena da Floresta tropical” com prefácio do grande Paulo Scott e organizado por Dorothea Nürnberg, Olívio Jekupé. Esse poema foi escrito em português. Traduzido para o guarani, francês e, agora, para o alemão.Vou transcrever aqui o poema:

"Co ivi oguereco iara"  -
Esta Terra Tem Dono!

É, verdade,
“"Co ivi oguereco iara" !
Esta terra tem dono, senhores!
Quando chegaram já estávamos aqui
Praticávamos uma sociedade de iguais,
Propriedade coletiva, cuidando dos  velhos e crianças;
A terra, trabalho de um povo feliz!

O povo Guarani é o símbolo das ruínas vivas,
Gente excluída, pobres, esquecidas, desprezadas,
Que teimam em buscar seu lugar ao sol;
Teimam de buscar suas terras usurpadas;
Teimam pelo reconhecimento de que são seres humanos;
Buscam um emprego digno, uma velhice  decente, infância respeitada,
Teimam em ter a dignidade reconhecida.

"Co ivi oguereco iara"
Assim falou nhanderu Nísio Gomes, agora,
vento que anda pelas trilhas deixadas pela ausência... (trecho )

Tenho obras editadas em francês, espanhol, inglês, português (PT), alemão, sueco.

NC: De todos os prêmios que você já ganhou, teve algum mais marcante? Qual? Quando foi?.
DD: Já ganhei vários e importantes prêmios. Nacionais e Internacionais. Vou falar de alguns que me são caros, claro, antes, falando da Medalha de Mérito Legislativo da Câmara Municipal de Campo Grande e da Assembléia Legislativa de MS:
2005 - Unesco Prizes World Poetry - Delasnieve Miranda Daspet de Souza
2006 – Prêmio Gigantes do Brasil – nacional, em duas categorias – Solidariedade e Literatura – em Santa Catarina;
2007 - Comenda “ Irmã Dulce” – pelo  Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais;
2008 - Diploma e Medalha de Prata da Academie Française de Arts, Sciencies e Lettres – Paris – França;
2008 - Troféu Super Cap de Ouro – Oscar Brasileiro - - Grupo Jornalistico Ronaldo Côrtes – SP;
2009 - Premio da Business Professional  Women International  (BPW)
2010 - Grand Prix International Solenzara de Poésie –  Institut Culturel de Solenzara – Paris França;
2010 - Premio Top Business International
2011 - Premio  e Certificat Honneur et Mérite du Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix , da França e Suécia
2012 – Premio Recorde Brasileiro – RankBrasil – pelo projeto de sua autoria “O Meu Sonho de Paz – realizado com 28.102 estudantes da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande – MS.
2013 – Orden Del Banderin de La Paz – Sidney – Austrália
2014 - em Atenas, Grécia, no dia 09 setembro de 2014,  CIDADÃ DA TERRA - XXI – pela World Philosophical Forum e pela Socratic Philosophical School - ambas afiliadas a Unesco
2015 – Premio Ozires Silva de Empreendedorismo
2016 - Ambassador of Peace and Disarmament from Harmony in Latin America - Russia
Todas as comendas, troféus, medalhas, estudos feitos sobre minha pessoa e minha poesia, (fui TCC por estudantes de jornalismo de SP; ensaio literário “A LÍRICA DE DELASNIEVE DASPET “ Ensaio da Mestre em Literatura Helenice Maria Reis Rocha* -; Delasnieve Daspet – Verbete  no Dicionário das Mulheres, edição 2011); – que ornam meu escritório são importantes – porque representam um momento marcante em minha vida. Como são importantes os anteprojetos de minha autoria que serviram de base para a instituição do Dia da Paz e da Cultura da Paz em MS, Campo Grande, em MT, em alguns municípios de MG, e, outras cidades em andamento. O anteprojeto de criação do Dia da Literatura em MS é de minha autoria, bem como os dos Conselhos Municipais de Paz e Cultura da Paz.

NC: Nesse mundo de poesia e cultura, aparentemente mais tranquilo e amigável, você já teve de enfrentar o machismo?
DD: Onde foi que você ouviu falar em amigável na cultura e na poesia? Isso não existe. Nunca existiu. E, certamente não existirá. Estamos falando de pessoas. E as pessoas são difíceis. Uma sempre está querendo tomar o lugar de outra. Um sempre está tentando escurecer a estrela de alguém. É patético. Mas o ego do artista é feroz. Já enfrentei machismo de monte. Ora, que pretensão a minha querer aparecer e brilhar mais que alguém? Na misoginia – eu não dou mole não... Costumo chutar sempre nas partes pudendas. Não dou a outra face. Não deixo barato. Sou polêmica. Não abro mão do meu espaço e não deixo ninguém tirar fotografia com a minha onça. Eu abato. Eu poso na foto. Tanto que dediquei a essas pessoas uma crônica que chamei de Misóginos:

“Tenho meus conceitos de que quando um homem deprecia uma mulher ou as mulheres, ainda que a cante em versos e prosas, alguns num arcabouço arcaico linguajar, ele não passa de um misógino.
Observa e não te enganes amiga: o misógino pode ser o mais encantador dos homens, lírico, romântico, sedutor, mas por sua incontrolável incapacidade – em qualquer setor – procura, sempre, deixar a mulher abaixo do calcanhar...
Não olvides: geralmente ele canta, declama, escreve, filosofa, aparentemente é gentil... Mas não passa de um grosseirão, de um ciumento, de um invejoso... Se conheces um homem assim – afasta-te!
Na fraqueza estão os pontos vulneráveis que devemos revestir de forças...
A esse tipo de homem faz bem imaginar-se poderoso, imaginar que todos tenham medo de si, que todos os respeitam, que sua escrita é lei... Que são o centro da atenção e do respeito por parte de todos.
Na verdade, são viciados em si próprios e em seus egos... O espelho apenas os reflete, como uma droga!” (trecho)

Sobre o tema escrevi um livro de poesias – resultado de entrevistas que fiz com 40 mulheres agredidas... O SOM DA LÁGRIMA... o primeiro do gênero a abordar a violência contra a mulher em poesias. A Índia – que tem um problema crônico de violência contra a mulher, esta interessa na minha obra. Estamos negociando.

NC: Em sua opinião, qual é a importância da cultura? Você acha que a poesia tem o poder de mudar comportamentos? Fale sobre seus trabalhos e seus projetos culturais.
DD: O acesso à cultura é primordial. O ser humano culto ocupa o seu lugar. Exige e cumpre. Quanto mais políticas publicas forem criadas e mais pessoas tiverem acesso à arte, a toda manifestação artística, maior e melhor será o resultado dessas ações. É através da arte que se manifestam as novas tendências, criam novos conceitos de percepção e do saber, isso em relação a tudo e a todos. De individuo para individuo. A cultura é ilimitada. Através dela o homem alcança o tangível e o intangível. O sonhar é inerente ao homem. Mas para que sonhemos é necessário que tenhamos a motivação, a inspiração e a clareza do desejo. Não importa qual a área da cultura que esteja ao nosso alcance. O importante é que tenhamos acesso a ela. Tudo é cultura. Quanto a poesia mudar comportamentos – vou lhe dar um exemplo pratico ocorrido aqui em Campo Grande. No ano retrasado fizemos um concurso internacional de poesias. Daqui de nosso estado participaram duas escolas e de Mato Grosso três. Em meio a 1700 participantes do mundo todo - conseguimos classificar duas de Mato Grosso e uma daqui. Mas numa das escolas daqui, estadual, da periferia, um aluno em especial me gratifica o coração. Era um mocinho cheio de problemas, agredia os pais, irmãos, avós. Bom, ele fez um poema sobre a paz, não foi classificado em nível internacional. Eu coloquei os poemas deles na WEB e pus em votação. O poema desse menino foi um dos mais votados. Publiquei um livro. Dei a cada um deles 15 volumes. E, no dia da entrega o diretor da escola, no palco, fez o depoimento – de como o concurso, a votação, o livro, a POESIA tinham modificado o jovem. Isso é um caso concreto. Daqui. Então, sim, a literatura, especificamente a poesia, elas podem mudar, significativamente a forma de pensar e o comportamento. Uma palavra pode mudar um pensamento. Um poema pode ajudar a não deixar morrer o desejo de sonhar, de crescer, de fazer.

 

ijulianan4Com o Juiz Federal Sérgio Moro (Divulgação)

 

NC: Como você vê e define o nosso País hoje em dia?
DD: O Brasil está vivendo um momento - lamentável - quando falamos em valores morais e éticos. Principalmente envolvendo os grande nomes (políticos) da república e empresários. Grande empresários. De todos os cultos, raças, credos, etnias... nada, absolutamente nada – tornaram-se  lesa - pátrias. Foram todos pesados e passados na mesma régua. Assaltaram o País. E essas pessoas são as piores espécies de bandidos que podem existir. Surrupiam para locupletarem-se. Não são ladrões pés-de-chinelo. Não passam forme. Nem frio. Lhes falta vergonha na cara. Respeito aos demais brasileiros. Os corruptos e corruptores são as piores espécies de bandidos - pois, por conta de suas ações, crianças não tem escola, faltam hospitais, merendas, centros culturais, remédios, moradias, segurança... É isso que retiram de nós. Do povo! Está difícil virar esta página...

 

Curriculum da Embaixadora da Paz:
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Contatos:
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@Delasnieve
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Campo Grande-MS-BR

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