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De Luiz Carlos Lourenço, Fotos de Daniel Marques

 

Dando prosseguimento nas homenagens aos 450 anos do Rio de Janeiro, a série MPB na ABL, o jornalista, musicólogo e historiador Ricardo Cravo Albin comandou ontem o espetáculo “A Lira dos Lyra: Carlos e Kay Lyra celebram os 450 anos do Rio”, com o cantor e compositor Carlos Lyra e sua filha, a cantora Kay Lyra.



O show lotou inteiramente o Teatro Raymundo Magalhães Jr. na tarde desta quarta-feira, com início às 12h30m. Mesmo se tratando de ter sido programado num horário geralmente desatinado ao almoço, o espetáculo reuniu dezenas de jornalistas, artistas, compositores e outros nomes de destaque, como a atriz Kate Lyra, mãe de Kay, o fotógrafo Marco Rodrigues, a jornalista Alicinha Silveira,o cantor Marcio Gomes,o produtor musical Paulo Marinho, e Tereza Manhães.

O belo show se constituiu num tributo que a Academia Brasileira de Letras prestou ao começo do movimento de renovação da canção popular com a criação da Bossa Nova, ocasião em que Carlos Lyra destacou-se como um dos seus pioneiros, a partir de 1958. Acompanhado pelo maestro Maurício Maestro, considerado um virtuose do instrumento, o compositor cantou algumas canções em dueto com a filha Kay Lyra, atualmente um grande sucesso em casas de jazz de Nova York.


Kay LyraEntremeado com belas informações dadas por Carlinhos Lyra a partir das perguntas de Ricardo Cravo Albin, o repertório do show apresentou belas pérolas da Bossa Nova, como  Você e eu (Carlos Lyra-Vinícius de Moraes); E era Copacabana (Carlos Lyra-Joyce Moreno); Influência do jazz (Carlos Lyra); Canção que morre no ar (Carlos Lyra- Ronaldo Bôscoli); Fecho de ouro (Carlos Lyra-Paulo César Pinheiro); O negócio é amar (Carlos Lyra-Dolores Duran); Marcha da quarta feira de cinzas (Carlos Lyra-Vinícius de Moraes); Minha namorada (Carlos Lyra-Vinícius de Moraes); Pode ir (Carlos Lyra-Vinícius de Moraes); Sabe você (Carlos Lyra-Vinícius de Moraes); Primavera (Carlos Lyra-Vinícius de Moraes); Coisa mais linda (Carlos Lyra-Vinícius de Moraes); Se é tarde me perdoa (Carlos Lyra- Ronaldo Bôscoli); Saudade fez um samba (Carlos Lyra-Ronaldo Bôscoli); e Maria Moita (Carlos Lyra-Vinícius de Moraes).

Ricardo Cravo Albin, lembrou ao público que, no começo da segunda metade do século passado, Carlos Lyra se destacou como compositor e cantor, tornando-se, na oportunidade, um dos pioneiros da Bossa Nova, “movimento que se tornou, na época, a renovação da canção popular no Brasil”. Ricardo recordou ainda que a apresentação desta quarta-feira é a primeira realizada pelo compositor depois de sua volta vitoriosa a Nova York, onde cantou com seu colega Marcos Valle e foi motivo de belas críticas nos EUA e nos jornais brasileiros, como o Estado de São Paulo, que dedicou reportagem de página inteira ao compositor.




Sobre Lyra, escreveu um grande amigo e colega dos tempos de Bossa Nova, o compositor Antonio Carlos Jobim: "Grande melodista, desenhista, harmonista, rei do ritmo, da síncope, do desenho, da ginga, do balanço, da dança, da lira... Seus sambas e canções perdurarão, pela qualidade, leveza, simplicidade, profundidade, enquanto houver música."

 

 

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