O músico foi mais conhecido na Itália do que no Brasil.

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Divulgação

 

O violonista Irio De Paula, após 45 anos radicados na Itália, morreu em casa no bairro de Campo Grande (RJ), depois de parada cardíaca e respiratória na madrugada da terça-feira do dia 23/5, aos 78 anos de idade. O músico, que já foi elogiado pela cantora Ella Fitzgerald, tem sua discografia completa com mais de 60 discos e algumas participações especiais em outras produções fonográficas.

Irio nasceu e cresceu em Bangu, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, e desde os 7 anos tocava violão. De uma família musical, junto com seus irmãos formavam o grupo "Pinguins de Bangu", nome dado pelo ator e radialista Paulo Gracindo, em seu programa de calouros na Rádio Nacional. O conjunto foi desfeito quando Irio já tinha 18 anos. O motivo foi a escassez de trabalho para grupos de choro e samba, com a popularização da  Jovem Guarda.

Na década de 60, foi indicado pelo baterista Robertinho Silva, para substituir um contrabaixista na Boate Drink, em Copacabana, de propriedade do pianista Araken Peixoto, irmão de Cauby Peixoto. No segundo dia de trabalho já teve seu talento reconhecido. Apartir daí, tornou-se novidade entre músicos e público, por suas performances ao violão e também na guitarra.

Em 1970, acompanhava Elza Soares, em turnê pela Europa. Na ocasião, foi convidado para participar do Festival Internacional de Jazz de Pescara (Itália), com o "Irio De Paula Trio", abrindo o show de Ella Fitzgerald. O sucesso foi tão grande que os italianos não mais o deixaram sair de lá, dessa forma ficou menos conhecido dos brasileiros, mas um ídolo dos amantes da música instrumental no país.

O enterro foi realizado no no último dia 24 no cemitério de Campo Grande.

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