CCBB apresenta o ciclo de debates internacional

CCBB apresenta o ciclo de debates internacional

"A PALAVRA FORA DO LUGAR: ESCRITORES REFUGIADOS E EM RISCO", de 13 de junho a 12 de setembro no CCBB RJ, ENTRADA FRANCA.

batiqpalavras

Divulgação

13012026 saiba aqui como aparecer no google

 

Atiq Rahimi (afegão exilado na França), Terézia Mora (húngara radicada na Alemanha), Felix Kaputo (congolês exilado no Brasil) e os brasileiros Carola Saavedra e Julián Fuks, de origem chilena e argentina, respectivamente, discutem literatura contemporânea, em suas articulações com política, cultura e língua, no contexto deperseguições políticas, étnicas e religiosas.

"Virá o dia em que as histórias da literatura latino-americana comportarão um capítulo exclusivamente dedicado à literatura do exílio".  O escritor argentino Julio Cortázar, autor da frase, estava certo. Nas últimas décadas, conflitos políticos, étnicos e religiosos têm afetado populações inteiras. Artistas são levados ao degredo por risco de vida e prisão. A língua, instrumento de trabalho de escritores, é diretamente afetada pela nova condição.

O ciclo "A palavra fora do lugar: escritores refugiados e em risco" - patrocinado pelo Banco do Brasil - discute temas como: efeito do bilinguismo na escrita de autores levados ao afastamento compulsório do país natal; diálogo entre tradições literárias; confronto, no processo criativo, entre territórios físicos, culturais e linguísticos; conexão com a condição humana, em sua solidão; engajamento político.  "A literatura, como outros campos artísticos, se renova na linguagem, na quebra de convenções. Contextos extremos de violência física e psíquica são subvertidos quando o escritor não desiste, a ponto de aprender outra língua e se expressar nela, com força e criatividade" comenta Clarisse Fukelman, profa. Dep. de Comunicação Social da PUC-Rio e curadora do ciclo.

Pela primeira vez no Brasil, um projeto reúne um leque tão representativo de escritores refugiados da Ásia, África, Europa e América Latina. Do exterior participam: Atiq Rahimi, afegão radicado na França (prêmio Goncourt de literatura e prêmio Cannes como diretor); Terézia Mora (húngara radicada na Alemanha, ganhadora do prestigiado German Book Prize); e Feliz Kaputu, congolês (RDC) que inaugurou a adesão do Brasil (e da América Latina) à ICORN (International Citizens of Refugee Network). Idealizada por Samon Rushi, a rede aloca artistas em risco em lugares seguros.  O acolhimento de Kaputu foi viabilizado pela ONG CABRA (Casas Brasileiras), em associação com a UFMG.  

Atiq Rahimi e Terézia Mora, cuja vinda tem o apoio respectivamente do Consulado da França no Rio de Janeiro e do Instituto Goethe, lançarão livros na ocasião.

Do Brasil, falam Julián Fuks e Carola Saavedra, que migram para o Brasil na infância, devido à ditadura em seus países natais; seus romances remetem à violência de governos ditatoriais.  Os professores Marcos Gleizer (autor de Espinosa e a afetividade humana) e Claudio de Oliveira (do Grupo de Pesquisa Psicanálise, Discurso e Laço Social) discutem, da perspectiva da filosofia, o desemparo e a força de indivíduos diante de situações extremas.                                                   

                                        
"Realizar este projeto no CCBB é trazer a tona um assunto de extrema relevância mundial, a situação dos refugiados, além de dar visibilidade para a obra e cultura de cada um desses escritores.", diz Marcelo Fernandes, Gerente Geral do CCBB.  Neste sentido, complementa a professora Clarisse Fukelman, "é essencial que possamos discutir como, frente a processos migratórios forçados, a literatura oferece respostas originais que contestam a versão oficial, idílica e falsa, da globalização. E que possamos instigar instituições e pessoas em geral a se engajarem na defesa da vida, da liberdade de expressão e da proteção de artistas e pensadores para que continuem seus projetos."

A produção é da Vereda Promoções Culturais, dirigida por Clarisse Fukelman, responsável por ciclos similares (com homenagens a Sartre, Hannah Arendt, Antonio Callado, João Cabral de Mello Neto, etc.).

Apoios: Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, Consulado Geral da França no Rio de Janeiro e Instituto Goethe.

O ciclo "A palavra fora do lugar: escritores refugiados e em risco" indaga: como o bilinguismo afeta a escrita de autores submetidos ao afastamento compulsório do país natal? Como o escritor lida com o desafio de dialogar com a tradição literária do país que o acolhe, sem perder a conexão com as matrizes de origem? Como se confrontam, no processo criativo, diferentes territórios físicos, culturais e linguísticos? Como a situação retoma, de forma mais aguda, a discussão sobre a solidão e a existência humanas?


PROGRAMAÇÃO – sempre às quartas-feiras

13/06, às 19h
Na dobra da língua: nostalgia, errância, guerra e liberdade
Atiq Rahimi
Paciência persa, memória de infância e ruínas da terra natal encontram na França, território de exílio e acolhida, a liberdade no corpo e na língua; daí nasce uma literatura poética e vigorosa, atravessada pela violência da guerra e pelo apuro de linguagem.
Moderador:  Michel Gherman

04/07, às 18h30
Reescrever o não escrito: memórias e ausências (Chile, Argentina e Brasil)
Carola Saavedra e Julián Fuks
O que a literatura diaspórica conta sobre o Brasil e a América Latina? Em obras autobiográficas ou não, a escrita confronta o exílio e a violência política.
Mediadora: Vera Follain de Figueiredo

15/08, às 18h30
As quatro latitudes do Congo: África, Europa, Ásia e Américas
Felix Kaputu
Sob a ótica do testemunho e do asilo político, e no circuito entre a memória do passado e  a memória por construir, a escrita confronta a globalização e o multiculturalismo.  
Moderadora: Carolina Moulin

29/08, às 18h30
Entre o afeto e a vida nua: percursos  de Baruch Spinoza e Georgi Agamben
Claudio Oliveira da Silva e Marcos Gleizer
Exílio e experiências radicais de afastamento, dor, perda e renovação propõem reflexão filosófica sobre desenraizamento e afeto.
Mediador: Pedro Duarte de Andrade

12/09, às 19h
Sem chão e sem palavras: não há paisagem sem pouso
Terézia Mora
O desamparo humano e os impasses comunicacionais do novo milênio encontram na língua de adoção (do húngaro para o alemão) o campo para refinada reinvenção ficcional.
Moderador: Marcelo Backes


Participantes:
Atiq Rahimi: escritor e cineasta afegão radicado na França. Prêmio Goncourt 2008. Prêmio Olhar para o futuro no Festival de Cannes. Livros: Balada do Calamo, Terra e cinzas, As mil casas do sonho e do terror, Syngué sabour: Pedra de paciência e Maldito seja Dostoiévski.
Carola Saavedra: romancista e contista. Livros: Com armas sonolentas (2018), O inventário das coisas ausentes, Flores azuis (melhor romance pela APCA e finalista do prêmio Jabuti), Paisagem com dromedário (prêmio Rachel de Queiroz).
Carolina Moulin (PUC-Rio): Dr.a em Relações Internacionais (McMaster University, Canadá).Coordenadora da Pós-Graduação em Relações Internacionais do IRI/PUC Rio. Editora-Chefe do periódico Contexto Internacional.
Claudio Oliveira da Silva (UFF): Dr. em Filosofia. Membro do GT Filosofia e Psicanálise da ANPOF e um dos líderes do Grupo de Pesquisa "Psicanálise, Discurso e Laço Social".
Felix Kaputu: escritor congolês acolhido pela UFMG (2017), via ICORN/CABRA. Dr. em Literatura Inglesa (Univ.de Lubumbashi - RDC). Especializado em estudos africanos, filosofia e religião comparada. Livros: K-triângulo da morte, Jo-Mary: escravo preto livre e outros.
Julián Fuks: escritor, tradutor e crítico literário. Livros: A Resistência (Prêmio José Saramago e Jabuti), Procura do romance e Histórias de literatura e cegueira (ambos finalistas dos prêmios Portugal Telecom e Jabuti).
Marcelo Backes: tradutor e escritor. Dr. em Romanística e Germanística (Univ. de Freiburg ) Livro: Mais que memória, Estilhaços  e A casa cai  Prêmios como tradutor: Biblioteca Nacional e Prêmio Nacional da Áustria.
Marcos Gleizer (UERJ): Dr. em Filosofia (Univ. Paris 4),  pós-doutorado na Univ. de Princeton (EUA). Membro do corpo editorial da Revista Analytica. Livros: Verdade e certeza em Espinosa e Espinosa e a afetividade humana.
Michel Gherman (UFRJ): Dr. em História Social.  Co-coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos e Árabes. Pesquisador do Núcleo de Estudos da Política (UFRRJ). Coautor de Identidades ambivalentes: desafios aos estudos judaicos no Brasil.
Pedro Duarte de Almeida (PUC-Rio): Dr.  em Filosofia. Foi professor visitante nas universidades Brown (EUA) e Södertörns (Suécia). Livros: Estio do tempo: Romantismo e estética moderna e A palavra modernista: vanguarda e manifesto.
Terézia Mora: escritora húngara radicada na Alemanha, com a queda do muro, roteirista e tradutora. Membro da Academia das Artes de Berlim. Inúmeros prêmios, como o prestigiado Das Deutscher Buchpreis.  Todo dia é seu primeiro romance traduzido no Brasil.
Vera Lúcia Follain de Figueiredo (PUC-Rio): Dr.a em Letras, profa. no Dep. de Comunicação Social. Livros: Narrativas migrantes: literatura, roteiro e cinema e Da profecia ao labirinto: imagens da história na ficção latino-americana contemporânea.

 
Curadoria:
Clarisse Fukelman (PUC-Rio/ Veredas):  Dr.a  em Literatura Brasileira. Profa. no Dep. de Comunicação Social. Membro fundador da Assell-Rio e idealizadora da pós-graduação Leitura: teoria e prática (PUC-Rio). Curadora de exposições e seminários. Livros (org.): Eu assino embaixo: biografia, memória e cultura; Poesia em pauta.

 
Lançamentos de livros (Livraria da Travessa, às 17h):
13/06. Balada do Cálamo, de Atiq Rahimi. Trad. de Leila de Aguiar Costa. Editora Estação Liberdade.
12/09. Todo dia, de Terézia Mora. Trad. Aldo Medeiros. Editora Nau.


Serviço:
ABERTURA: dia 13 de junho
"A PALAVRA FORA DO LUGAR: ESCRITORES REFUGIADOS E EM RISCO"
LOCAL: Centro Cultural Banco do Brasil – auditório 4º andar
ENDEREÇO: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro,  RJ  -  Tel.: (21) 3808-2020
DIAS E HORÁRIOS: 13/06, às 19h; 4/07, às 18h30; 15/08, às 18h30; 29/08, às 18h30;  12/09, às 19h, sempre às quartas-feiras
DURAÇÃO APROXIMADA: 90 minutos
CAPACIDADE: 63 pessoas (podendo estender para mais 100 via telão)
ENTRADA FRANCA: distribuição de senhas uma hora antes de cada debate

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