Clássico "O Talentoso Ripley", com Hugo Bonèmer e grande elenco, ganha adaptação teatral inédita em português e estreia no Rio

Clássico "O Talentoso Ripley", com Hugo Bonèmer e grande elenco, ganha adaptação teatral inédita em português e estreia no Rio

Um espetáculo aposta no suspense psicológico com atmosfera de terror e propõe uma experiência conduzida pela perspectiva do protagonista.

A partir de 4 de abril, o Teatro Gláucio Gill, em Copacabana, no Rio de Janeiro, recebe a estreia da versão brasileira de "O Talentoso Ripley", primeira adaptação teatral em português do romance de Patricia Highsmith, publicado em 1955. Com base no texto de Phyllis Nagy, a montagem leva aos palcos uma leitura que desloca o foco da ação para a dimensão psicológica da narrativa e organiza a cena a partir da perspectiva do próprio protagonista, estruturando a experiência do público a partir desse ponto de vista. A temporada segue até 27 de abril, com sessões aos sábados, domingos e segundas, sempre às 20h. Os ingressos estão à venda pelo site da Funarj e na bilheteria do teatro. https://funarj.eleventickets.com/

No papel de Tom Ripley está Hugo Bonèmer, que também assina a direção ao lado de Kamilla Rufino e conduz o projeto como produtor em um processo independente. Essa convergência de funções se reflete diretamente na encenação, construída a partir de um eixo que conecta atuação, linguagem e concepção, com foco na investigação das zonas mais instáveis do personagem e das relações que o cercam.

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O elenco reúne Cassio Pandolfh, como Herbert e o Tenente Roverini, Francisco Paz, como Rickie, Guilhermina Libanio, como Marge e Sophia, João Fernandes, como Marc e Freddie, Laura Gabriela, como Emily e Tia Dottie, e Tom Nader, como Red, Fausto e Silvio, em um jogo de revezamento de personagens ao longo da trama. O recurso, presente na adaptação de Nagy, ganha protagonismo na montagem ao reforçar o deslocamento constante de identidades que atravessa a obra.

A narrativa se constrói como um depoimento em primeira pessoa, no qual o protagonista conduz o público por sua lógica e reorganiza os acontecimentos a partir de sua própria versão. O suspense estrutura a encenação, mas o espetáculo amplia esse território ao incorporar elementos de terror e uma atmosfera que flerta com o surreal, criando um ambiente de tensão que atravessa dramaturgia, iluminação e interpretação. "O tempo todo ele tenta convencer o espectador a acreditar no seu ponto de vista, tentando validar cada escolha, por mais terrível que seja", afirma Bonèmer.

Escrita antes da adaptação cinematográfica dos anos 1990, a versão de Phyllis Nagy reposiciona a narrativa ao expandir a presença dos personagens femininos e aprofundar suas camadas dramáticas. Na montagem brasileira, esse deslocamento se traduz em relações mais tensionadas e em uma reorganização do olhar do público sobre a história. "A adaptação cria uma ótica muito feminina e desenvolve personagens que, em outras versões, eram menos explorados, trazendo novas camadas para a narrativa", completa.

A encenação se constrói a partir do encontro entre diferentes referências, que vão do suspense clássico ao imaginário contemporâneo do true crime, mantendo como base a investigação psicológica proposta pelo material original. Nesse percurso, o espetáculo se afasta de uma leitura linear para construir um campo de percepções em constante deslocamento, no qual o público é conduzido por uma lógica que se sustenta, ainda que moralmente instável. Essa atmosfera se desdobra também na construção visual e sonora da montagem, com cenário assinado por Hugo Bonèmer, iluminação de Renato Machado, figurinos de Sergio Medina Paranhos e Joe Nicolay e direção musical e trilha original de Tauã de Lorena e Laura Gabriela, elementos que acompanham e tensionam a trajetória do protagonista em cena.

Mais do que recontar uma história já conhecida, a montagem propõe uma reflexão sobre desejo, mobilidade social e construção de imagem, aproximando a trajetória do protagonista de questões contemporâneas ligadas à performance e à necessidade de reconhecimento. Em cena, essa investigação se traduz em uma experiência direta, em que o público é conduzido pela lógica do personagem até perceber que já não observa de fora, mas está implicado. É nesse deslocamento, entre identificação e desconforto, que o espetáculo se afirma não apenas como suspense, mas como um estudo sobre até onde alguém pode ir para ocupar um lugar no mundo.

Ficha técnica:
Adaptação para teatro: Phyllis Nagy (da obra de Patricia Highsmith)
Direção: Hugo Bonèmer e Kamilla Rufino
Elenco: Cassio Pandolfh, Francisco Paz, Guilhermina Libanio, Hugo Bonèmer, João Fernandes, Laura Gabriela e Tom Nader.
Iluminação: Renato Machado
Direção Musical e Trilha Original: Tauã de Lorena e Laura Gabriela
Figurino: Sergio Medina e Joe Nicolay
Cenário: Hugo Bonèmer
Contrarregra e Camareiro: Leo Nunes
Design: Guilherme Dias Goulart (Tribbo)
Fotos: Peter Wrede
Figurino: Joe Nicolay e Sergio Medina
Mídias Digitais: Danilo Costa
Assessoria de Imprensa: GPress Comunicação
Produção: Linda Gomes
Direção de produção: Hugo Bonèmer (Hmm-Hum Produção)
Produção Executiva: Hugo Bonèmer e Francisco Paz
Idealização: Francisco Paz (Unfinished Business)

O elenco de O Talentoso Ripley

Hugo Bonèmer é ator, dublador, apresentador e músico brasileiro. Esteve em "Senna", da Netflix, indicada ao Critics Choice Awards como Série, e foi indicado ao Prêmios Platino como Ator Coadjuvante. Foi protagonista das versões brasileiras dos musicais da Broadway "Hair", "Ayrton Senna, O Musical" e "Rock in Rio: O Musical", no Brasil e em Portugal. Venceu o prêmio DID na categoria Destaque Ator Coadjuvante por "Querido Evan Hansen" e concorreu aos prêmios BroadwayWorld Cabaret Awards 2020 e Prêmio Botequim Cultural 2018 por "Yank! o Musical", além de ter sido indicado ao Prêmio Cesgranrio por sua atuação em "Ordinary Days", em 2016, e, em 2017, por "Ayrton Senna, O Musical". Em "O Talentoso Ripley", Hugo Bonèmer interpreta o papel-título, assina o cenário, produz e dirige ao lado de Kamilla Rufino.

Na televisão, participou, em 2019, do "Show dos Famosos", quadro do "Domingão do Faustão", ficando em terceiro lugar. É apresentador do canal L!KE, na NET/Claro TV, indicando filmes e séries. Esteve nas duas temporadas de "A Vida Secreta dos Casais", na HBO, onde também atuou em "Preamar" e "O Negócio". Participou ainda das séries "Natália", exibida pelo Universal Channel e pela TV Brasil; "As Canalhas" e "Os Homens São de Marte... E É Pra Lá que Eu Vou", no GNT; "220 Volts", no Multishow; e das novelas "Malhação: Casa Cheia", "Alto Astral", "A Lei do Amor" e "Passaporte para a Liberdade", na TV Globo.

No cinema, esteve ao lado de Marieta Severo em "Domingo à Noite", além de atuar em "Confissões de Adolescente" e "Minha Fama de Mau". Como dublador, participou das animações "Trolls", da DreamWorks Animation, e do filme "Bohemian Rhapsody".

Kamilla Rufino é artista plástica e atriz em formação na Casa de Artes de Laranjeiras. Cursou matemática e história da arte em Londres. Em 2025 trabalhou nas áreas de ass. direção, direção de arte e produção das peças Minha Mãe é um Espírito de Ticiana Studart e Do Começo Ao Fim de Toni Rodrigues e Paula Aguas, minissérie Histórias de Posto de Ricardo Conti e editorial de estreia de Loulou Gilberto. Em "O Talentoso Ripley", Kamilla assina a direção ao lado de Hugo Bonèmer.

Guilhermina Libanio é atriz carioca de 28 anos. Começou a estudar teatro aos 11, cursou O tablado e ingressou na faculdade de Artes Cênicas, na Puc-Rio. Teve trabalhos de destaque na televisão e no streaming como Órfãos da Terra (TV Globo), FIM (Globoplay), Malhação - Vidas Brasileiras (TV Globo), Tudo Igual...SQN (Disney Plus) e Fuzuê (TV Globo). Atualmente é aluna do Bacharelado em Teatro pela CAL, além de atriz e dramaturga no Coletivo Quase 9. Ela interpreta Marge, uma escritora romântica que vive o sonho até a chegada do parasita Tom Ripley, e Sophia, uma prostituta italiana que já viu e continua vendo de tudo.

João Fernandes acumula mais de 50 trabalhos audiovisuais entre novelas nas 3 grandes emissoras de televisão, peças de teatro, filmes no cinema e projeto nos streamings. João foi inscrito no Int. Emmy 2021. Ele ficou conhecido aos nove anos de idade, pelo personagem 'Amarit', de Caminho das Índias (2009). Integrou também o elenco de ''Escrito nas Estrelas'', ''Cordel Encantando'', ''Avenida Brasil'', ''Joia Rara'', ''O Tempo Não Para'' e ''Malhação'' (todas da Globo). Em 2012 venceu também o prêmio de melhor ator mirim da Revista Contigo. Esteve em vários longas-metragens como os filme ''Confissões de Adolescente'', ''É Fada'' e ''Tô de Graça: O Filme''. Atuou em espetáculos teatrais para todos os públicos e é um dos protagonistas do sucesso "1 Contra Todos" da Netflix, e da série "O Jogo que Mudou a História" da Globoplay e de ''DNA do Crime'' também na Netflix. Em 2026 estará na novela ''A Nobreza do Amor'' na Globo. Formado em dublagem, e bacharelando em artes cênicas pela CAL, o ator também canta e toca instrumentos. Ele interpreta Marc, amigo de Tom Ripley, com quem divide apartamento e aplica pequenos golpes; e Freddie Baleia, amigo de faculdade de Richard, que toma como missão pessoal desmascarar Tom.

Francisco Paz é ator formado pelos estúdios de Carlos Gandolfo e Agustin Alezzo em Buenos Aires com passagens pelo estúdio Corazza em Madrid. É bacharel em Ciências Sociais pela PUC-RJ e bacharel em Artes Cênicas pela CAL-RJ. No teatro latino americano trabalhou com nomes como Eduardo Tolentino de Araújo, Guillermo Cacace, Dora Baret, Matias Gandolfo e Agustin Alezzo. No cinema e na televisão trabalhou com nomes como Breno Silveira, Lúcia Murat e Marcos Carnevale. Ele interpreta o bon-vivant Richard Greenleaf, alvo da admiração e obsessão de Tom Ripley.

Cassio Pandolfh tem passagens pelas companhias Nidia Licia com Alceu Nunes e Arena, estudou e trabalhou com Zbigniew Ziembinski e Eugenio Kusnet. Recentemente esteve nos musicais A Noviça Rebelde, Um Violinista no Telhado, Como Vencer na Vida Sem fazer Força; nas novelas "O Apóstolo Paulo" e nos filmes "É coisa de Novela" e "Des-Controle". Ele interpreta Herbert Greenleaf, que contrata Tom Ripley para convencer o filho Richard a voltar da Itália; e o Tenente Roverini, um policial astuto que chega perto de pegar Tom Ripley.

Tom Nader tem 22 anos, nascido e criado no Rio de Janeiro. Formado em artes cênicas em 2024 na CAL - Curso Bacharelado em Teatro, em 2025 participou das peças (Migrantes dirigido por Rodrigo França) e (Aos Domingos, dirigido por Marcos França). Ele interpreta Red, um desenhista de histórias em quadrinhos alvo de um dos golpes de Tom; além de Fausto, um italiano que aplica golpes em turistas e cruza o caminho de Tom; e também Sílvio, um garoto de programa de Roma contratado por Tom fingindo ser Richard, para servir de álibi para provar que Richard não morreu.

Laura Gabriela é atriz, cantora, compositora, diretora musical e instrumentista, com graduações em andamento em Artes Cênicas (Instituto Cal) e Fonoaudiologia (Unifatecie). Sua formação inclui estudos na Escola Portátil de Música (2014) e no curso técnico da CAL (2012), além de Canto Contemporâneo com Ariel Coelho. Como cantora, recebeu prêmios de 1º lugar no festival Talentos Fenae (2020/2021) e prata em 2023. Lançou EPs e singles com o grupo "Os Alacantos", incluindo o show "Feitiço de Áquila" no Teatro Prudential (RJ). No teatro, assinou a direção musical e trilha de "Entrecruzos" (2023) e atuou como preparadora vocal e elenco em "27's", de Vera Holtz. No cinema, compôs a trilha do premiado longa greco-brasileiro "Happy Princes". Integra a Musa Cia Teatral desde 2012. Ela interpreta Emily Greenleaf, mãe de Richard em estado terminal que contrata Tom Ripley para buscar o filho na Itália; e Tia Dottie, a tia violenta de Tom, e uma das figuras mais aterrorizantes da peça.

SERVIÇO:
O Talentoso Ripley
Local: Teatro Gláucio Gill
Praça Cardeal Arco Verde, s/n - Copacabana, Rio de Janeiro
Temporada: de 4 a 27 de abril
Sessões: sábados, domingos e segundas, às 20h.
Valor: ingressos a partir de R$ 35.
Vendas: pelo site da Funarj e na bilheteria do teatro (de segunda a domingo, das 16h às 20h)
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Duração: 2h.
Classificação indicativa: 18 anos.
Gênero: suspense/terror.

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